MICROFISIOTERAPIA

O que é microfisioterapia? Dra. Fresia Sá Bastos explica.

Você sabe o que é a Microfisioterapia e sabia que ela tem muito a ver com autoconhecimento? Já descobrimos, de forma totalmente científica, que somos muito mais do que sintomas físicos. A maioria das doenças está ligada a problemas emocionais e crenças limitantes, que acabam sendo somatizadas e causam dores e incômodos. Mais do que resolver problemas de colunas ou de dores nos joelhos, como a fisioterapia convencional, a Microfisioterapia é uma técnica que busca exatamente quais as causas primordiais e não físicas daquilo que podemos chamar de problemas.

E na busca por essas causas, podemos descobrir traumas, emoções reprimidas e crenças que nos impedem de ser felizes e que se refletem em nosso corpo ou que ele mesmo tenta extinguir, em uma luta constante físico x psíquico que causa dores e desconfortos.

Com a Microfisioterapia, iniciamos um processo de autoconhecimento que leva à cura de diversas doenças, de dores corporais a problemas emocionais, como síndrome do pânico e fibromialgia. Além de eliminar os sintomas, o tratamento ajuda a entender nossas histórias e emoções.

Como funciona a Microfisioterapia?

Técnica manual, a Microfisioterapia é realizada por meio de palpação, com toques leves e indolores, por meio dos quais é possível identificar e tratar a perda da vitalidade dos tecidos orgânicos, ajudando o próprio organismo a eliminar os sintomas incômodos das doenças. Com a técnica, é realizada a reprogramação celular, para que aqueles códigos que trazem traumas emocionais, físicos, tóxicos e infecciosos, sejam substituídos por outros, saudáveis.

Seus criadores, os franceses Patrice Benini e Daniel Grosjean, descobriram que todos os tecidos do corpo, do epitelial (pele) ao nervoso, guardam a memória dos traumas que sofreram em qualquer fase da vida. A Microfisioterapia busca, trata e inclusive data os acontecimentos que iniciaram o processo de desenvolvimento de doenças, aumentando as chances de uma cura completa, que envolve outros fatores além de dores e limitações do corpo, e fazendo com que o indivíduo tenha conhecimento de como os fatos da vida o impactaram e possa olhar para eles de outra forma, buscando entendimento e auto cura.

Indicação da Microfisioterapia

A microfisioterapia não se opõe à medicina de emergência (drogas, cirurgias etc.), uma vez que não age diretamente no sintoma como um remédio de emergência, mas, sim, em sua causa, por isso os dois procedimentos são complementares. Pode ser realizada em qualquer idade: em recém-nascidos portadores ou não de necessidades especiais – jovens, adultos e idosos; em esportistas.

A Microfisioterapia é indicada em casos de:

  • Cefaleias e Enxaquecas
  • Depressão bipolar
  • Alergias e Dermatites
  • Dores físicas agudas e crônicas (lombalgias, ciatalgias, cervicalgias…)
  • Traumas emocionais (perdas, abandonos, separações…)
  • Traumas físicos (entorses, contusões, luxações, acidentes…)
  • Fibromialgia • Fobias/Medos
  • TDAH
  • Ansiedade
  • Distúrbios do sono
  • Problemas hormonais
  • Mau funcionamento dos órgãos internos ( constipação, azia…)
  • Tiques nervosos
  • Prevenção de doenças

Como é a sessão de Microfisioterapia

Após uma anamnese (entrevista a respeito de queixas e disfunções que o paciente sofre) e uma avaliação cinesiofuncional, o terapeuta pede ao paciente para se deitar na maca com suas pernas levemente flexionadas.

 

Então, guiado por “mapas” desenvolvidos pelos criadores da microfisioterapia, o fisioterapeuta palpa os lugares específicos, procurando as restrições (causas não eliminadas) a serem liberadas.

 

Essa palpação é feita de várias maneiras: pressão, toque, rotação, aspiração etc. Assim, quando a restrição aparece entre as mãos do terapeuta, ele a estimula com um dos gestos metodológicos, reinformando, então, a organização do ocorrido, permitindo-lhe reagir a esse evento, de maneira que se “livrem” dessa memória celular.

 

Como o corpo foi estimulado a eliminar os agentes agressores, poderão surgir reações físicas e/ou emocionais, geralmente sutis, muitas vezes imperceptíveis, que devem desaparecer em poucos dias. A duração de cada sessão pode variar em torno de 60 minutos, depois da sessão, é preciso um tempo para o corpo se autocorrigir.

 

É mais ou menos como quando se fratura um osso: espera-se um tempo para a correção do problema, depois que se engessa a área fraturada. Assim, o intervalo entre as sessões deve ser, aproximadamente, de 30 a 60 dias. Depois desse intervalo, o paciente passa por nova avaliação e, se necessário, é submetido a outras sessões, que também podem ser feitas de forma preventiva.